O Brasil 150 anos de sua Independência sob o peso de uma ditadura civil-militar que promovia as com discursos patrióticos conservadores e ufanistas. Isso era . Qualquer semelhança com o discurso oficial que ronda as do bicentenário, agora em , não é mera coincidência. : Dimensões trazia naquele momento um jorro de discernimento e arrojo ao trazer a público uma visão crítica e muito mais ampla dos processos históricos que resultaram na declaração da Independência e suas amarras. A republicação do livro no bicentenário nos faz lembrar que um país se constrói com o debate franco, direto, extenso. E bem fundamentado. QUARTA-CAPA Esta edição homenageia os cinquenta anos da obra que foi um marco da historiografia brasileira ao adotar perspectiva não fazer a mera louvação da efeméride que lhe deu origem – as dos 150 anos da Independência do Brasil –, mas, pelo contrário, problematizar esse evento, contextualizá-lo, fazer a crítica de sua interpretação. Os autores eram jovens, as eram espontâneas uma ordem unida, e o momento político trazia a paz dos cemitérios. O livro em si se tornou, diz o historiador Francisco Alambert em seu prefácio, um acontecimento. E eis que hoje, meio século depois, não apenas sua importância acadêmica permanece, a discussão que instaura se mostra mais fundamental do que nunca. Assim, além de permitir ao público (re)encontrar textos hoje clássicos, o que esta edição propõe a leitores e pesquisadores é o desafio de ressignificar as do Bicentenário da Independência, interpretando o passado e o presente com uma atitude crítica e uma postura ativa diante de (re)visões nacionalistas autoritárias e estreitas, pois amar um país vai muito além de usar as cores da bandeira e palavras de ordem.
#Autor: MOTA, CARLOS GUILHERME
#Páginas: 432
#Encadernação: Brochura