Ar-reverso (Atemwende, ) é, observou Paul Celan, “a coisa mais densa que já escrevi, e também a mais inapreensível”. Escrito entre e , o livro dialoga com seu famoso discurso O meridiano, de , onde o autor usa pela primeira vez o termo com que nomeará a obra: “Poesia: pode significar um ar-reverso”. Poeta judeu que sofreu na própria pele a barbárie da Shoah, Celan respondeu nenhum outro ao desafio de “fazer poesia depois de Auschwitz”, reinventando poeticamente a língua de seus algozes para escavar nela uma realidade própria e ntora — uma proposta criativa a que o tradutor Guilherme Gontijo Flores respondeu, nesta edição bilíngue, com raro rigor e inventividade.
#Autor: CELAN, PAUL
#Páginas: 208
#Encadernação: Brochura