Este volume reúne reflexões que desconstroem a ideia de que estamos diante de um processo neutro e inevitável, revelando as continuidades entre a transição energética em curso e as velhas formas de colonialismo, expropriação e desigualdade.
O artigo de Gabriel Strautman e Elisangela Paim examina a atuação da cooperação alemã na promoção do hidrogênio verde no Brasil e demonstra a reprodução de lógicas neocoloniais ao priorizar os interesses europeus sobre os nacionais, em particular dos povos indígenas e das comunidades negras e tradicionais.
O segundo artigo de Lisbet Julca e Fabiana Barboza, ambas coordenadoras pedagógicas na Escola Popular Rosa Luxemburgo, do MST-SP, problematiza o avanço da agroenergia no Brasil, especialmente por meio dos agrocombustíveis. Sob o discurso da sustentabilidade e da mitigação climática, programas como o Proálcool e o RenovaBio têm, na prática, fortalecido o agronegócio, promovido a concentração fundiária e intensificado os conflitos no campo.
A entrevista com Angelaine Alves, representando a Articulação Povos de Luta (ARPOLU), escancara os efeitos devastadores da expansão da energia eólica no litoral nordestino e denuncia o racismo ambiental da atual política energética. Angelaine também aponta caminhos concretos para uma transição verdadeiramente justa e popular.
#Autor: Elisangela Paim, Fabrina Furtado, Daniel Moreira, Giulia Ferrari Ulbrich, Angela Mendes (Projeto gráfico), Angela Mendes (Diagramador), Angela Mendes (Capista), Daniel Moreira, Jade Medeiros, Sheila Jacob
#Páginas: 96
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025