Reina no coração de Anna uma solidão sem fim. Estamos em , o Brasil decai em uma barafunda danada, mas ela não deixa de se perguntar o seguinte: “por que, afinal, até agora, nesta Terra, só vigoraram filosofias de origem europeia?” — E ouve resposta: “A tudo deves estar atenta, minha pequena. Surgirá dessa sua atenção quando plena, senão uma filosofia, ao menos uma atenção carinhosa que, quando dedicada ao universo, permitirá o nosso ressurgimento”. Mas de quem é essa voz? No universo em desencanto, não é possível ouvi-la. Dez anos depois, haverá uma epidemia de Covid, e Anna aprenderá a se cuidar muito mais. Se em , ela se deixa seduzir por um professor estrangeiro, em ela vem autora disto que aqui se enuncia uma Filosofia Primeira. Se em , ela verá, o tal professor, existindo dentro dela, e, por 10 anos, este mesmo professor muito abusar dela, em , tudo se resolve. Sim, senhor. Em sendo Anna filósofa, o que restaria-lhe fazer, a não ser pensar? Por causa dessa experiência de pensamento é que virão em seu auxílio não somente filosofias europeias, mas também as sacerdotisas de Creta. Em , diz a Luz que a ilumina: que seria necessário que ela confessasse tudo. “O medo é para os fracos. Nada temo. Para voltar a ser na imanência dos deuses, ousou permanecer no lume desta nave chamada Avati Amuni. Da verdade devota, morreu para alcançar o vetusto poder de revelar o poder-ser de uma Übermeschen, super-humana. Pergunta-se, por fim, já em , Anna: “o que farão em minha ausência?”. Até agora, só Ninguém respondeu...
#Autor: Anna Kálister Perena
#Páginas: 39
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2020