Esta terceira edição dos 30 anos de A classe operária tem dois sexos - trabalho, dominação e resistência, publicada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com a Expressão Popular, evidencia o pioneirismo de Elisabeth Souza Lobo Garcia na introdução de pesquisas entre trabalho feminino e masculino, na trilha criada por Heleieth Safiotti () e Eva Blay () que destruíram a aparente visão homogênea dos estudos sobre a classe trabalhadora, até os anos , com análises inovadoras sobre a condição feminina e o trabalho das mulheres. Esta coletânea de artigos e ensaios teóricos de Elisabeth Lobo sobre a mulher brasileira no mundo do trabalho no período dos anos , teve sua primeira edição, obra póstuma, no final de , quando a socióloga pesquisou as transformações econômicas, sociais e políticas da classe trabalhadora na região industrial do ABC paulista, com enfoque para a desnaturalização da divisão sexual do trabalho, face da exploração feminina na linha de montagem e da diferenciação da participação da mulher na luta sindical. A obra foi organizada por Beth Lobo em torno de três grandes temas: estudos sobre a sociologia do trabalho; reflexões sobre questões metodológicas; e análises sobre as mulheres nos movimentos sociais. (...) A Fundação Perseu Abramo e a Expressão Popular, nessa edição dos 30 anos de A classe operária tem dois sexos, prestam homenagem às que, no exercício da pesquisa social e popular tiveram suas vidas ceifadas: à Elisabeth Lobo, que nos legou uma visão do feminismo na perspectiva da classe trabalhadora, e Maria da Penha Nascimento Silva, que nos legou o necessário trabalho de base e a dedicação em construir nos mais longínquos rincões, a organização popular.
#Autor: Elisabeth Souza - Lobo
#Páginas: 302
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2021