Livro Eu matei Sherazade

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“Um livro corajoso sobre uma mulher no mundo árabe. Ele abre os nossos olhos, destrói preconceitos e é muito divertido.” – Mario Vargas Llosa, ganhador do prêmio Nobel de Literatura. Sherazade está morta, assassinada! E nunca um crime foi tão alegre — nem tão ético. Ao matar a heroína de As mil e uma noites, a poeta e jornalista Joumana Haddad desmonta o mito do clássico da literatura árabe, o qual acusa de passar uma mensagem equivocada às mulheres. Em suas noites de histórias inventadas para evitar a morte, Sherazade não seria um exemplo de resistência e rebelião, mas de concessão e negociação de seus direitos básicos. É com esta premissa que Joumana tece um relato franco e explosivo sobre o que significa ser uma mulher árabe nos dias de hoje, condenando a postura daquelas que assumem o papel de vítima. Joumana Haddad cresceu no Líbano, em Beirute. Filha de pais conservadores e instruídos, descobriu na leitura uma maneira de entender o mundo que a cercava. Seus verdadeiros ídolos da adolescência foram Marquês de Sade, Balzac, Victor Hugor: ícones i quando aos atores de cinema por quem suas amigas viviam suspirando. Apesar das feridas psicológicas provocadas pela guerra civil libanesa, que em , quando Joumana tinha apenas 4 anos, e das limitações que vivenciou por ter estudado em um colégio só para meninas por 14 anos, a autora mostra se tornou uma mulher consciente e muito diferente dos clichês sobre as árabes. Uma das mais engajadas representantes da luta pela liberdade feminina no Oriente Médio, a autora conta se transformou em uma poeta premiada, editora do principal jornal libanês, o An-Nahar, e criadora da primeira revista literária erótica do mundo árabe — a Jasad (corpo, em árabe), que aborda temas sexo, poligamia, virgindade e casamento forçado, e lhe rendeu tanto admiração censura e ameaças de morte. O livro de Joumana um protesto, inflamado, preocupado em esclarecer que ela não é uma figura submissa e que as suas semelhanças com uma mulher ocidental são maiores do que se pode imaginar. Passada a fúria inicial, a autora revela as mais incríveis histórias de sua própria formação, apresentando uma realidade que ignoramos, além de — ainda mais fascinante — mostrar uma vida única e interessante, cheia de personagens emocionantes, fatos curiosos e licenças poéticas que só dizem respeito a uma verdadeira artista. Em um relato provocativo, Joumana Haddad exalta o poder libertador da literatura e do conhecimento e nos envolve na sensualidade de suas descobertas juvenis.

#Autor: Haddad, Joumana; Azevedo, Dinah
#Páginas: 144
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2011
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