Ao não escrever o prometido tratado de ética, ao alijar do seu corpo teórico uma moral prescritiva, Sartre o faz em respeito a uma concepção de liberdade sem precedentes na filosofia. E essa liberdade está em consonância com uma transformação da noção de sujeito, ao declinar, por exemplo, noções identidade, autonomia ou deliberação. Para além de uma gratuidade fortuita e aquém de uma prescrição imperativa, suportar uma experiência de indeterminação fundante será, simultaneamente, obrigar o pensamento a refletir sobre o acontecimento humano e sua respectiva demanda moral sob novos paradigmas. Nesse apontar para um novo nos estudos sobre ética, Sartre se traveste de esfinge e lança o clássico desafio ao leitor: decifra-me ou devoro-te.
#Autor: Norberto, Marcelo da Silva
#Páginas: 280
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2017