O ano era . Parcelas expressivas das populações pobres do interior padeciam de uma doença infecciosa que atingia pele, ossos e cartilagens, provocando deformidades. Era a bouba, causada por uma bactéria e hoje pouco conhecida mesmo entre médicos e profissionais de saúde. Naquela época, porém, representava um dos entraves à integração do sertão com o litoral e ao avanço do país. Defendia-se, pois, a importância das novas tecnologias médicas para curar aqueles doentes e torná-los trabalhadores aptos à agricultura modernizada. Eram os tempos do nacional-desenvolvimentismo. Esta história - que revela os meandros da saúde pública brasileira na década de , em especial durante o governo de Juscelino Kubitscheck - está esmiuçada neste livro, fruto da premiada dissertação de mestrado do autor. Ele problematiza conceitos os de controle e erradicação de doenças, e demonstra os limites de uma nova tecnologia biomédica diante da persistência dos determinantes sociais de uma enfermidade - a pobreza e a fome.
#Autor: Muniz, Érico Silva
#Páginas: 104
#Encadernação: Brochura