Talvez o haiku mais famoso de Matsuo Bashô, o do sapo saltando em um lago já foi traduzido de dezenas de maneiras e estilos, apesar de suas limitadas três linhas. Desde que o ocidente descobriu a fascinação com a poesia japonesa, por volta do século XIX, a tradução de suas obras, especialmente dos haicais, ultrapassou as questões sobre a fidelidade à forma ou ao conteúdo. Traduzir haicais tornou-se algo mais complexo: é traduzir um formato, com suas aplicações e normas, para outras realidades.
A contemplação budista que encontramos em Bashô talvez não pudesse existir em português, inglês, espanhol e assim vai. Os haicais ocidentais conservam o minimalismo oriental, mas sua poesia tem outro efeito.
Salta a rã e espalha a água da lagoa. Leia leitor.
Com a publicação de Pele e nervos, Corpo Sutil e Haicais, Daniela H. Pereira atravessa três diferentes caminhos poéticos, mostrando que nem sempre a escolha precisa ser apenas por duas estradas e que a poesia poderá sempre nos espreitar em uma nova trilha.
#Autor: Daniela H. Pereira, Bruna Fortunata, Murilo V. Valente (Projeto gráfico), Guilherme Coelho
#Páginas: 80
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2026