Nathercinha tinha 9 anos quando a se corresponder com seu primo muito mais velho que ela, o pedagogo Paulo Freire, e durante toda sua infância, a pequena Nathercia manteve com ele, uma correspondência. Ele estava morando bem longe do Brasil e, nas cartas, ia contando à menina era ?o mundo lá fora? ... Mais tarde, ela descobriu que aquele primo, um grande educador e patrono da educação brasileira. E descobriu ainda que as cartas vinham de longe porque Paulo Freire estava em exílio no Chile durante a ditadura militar no Brasil. Muitos anos depois, Nathercia revisita estas cartas e, incentivada por amigas pesquisadoras, registra neste livro sua viagem pela memória e a recuperação da infância, através do que se guarda pela vida afora lembranças do vivido. Em uma de suas cartas, Paulo Freire sugere a menina que nunca perca a criança que é, que mantenha a menina dentro de si, para sempre. É justamente este o pedido que a autora atende em seu livro; as cartas são a chave que lhe abrem as portas do passado vivo, mostrando quão presente está a pequena Nathercia de ontem na Nathercia de hoje. As ilustrações, fotos e desenhos na técnica de colagem, salpicadas pelo texto, bem todo o projeto gráfico da obra, sugerem um caderno de memórias, um diário ilustrado com pedaços de recordações: fotos, bilhetes, retalhos, flores. Este conjunto perfeito transforma a experiência da leitura numa verdadeira viagem pela memória de uma infância.
#Autor: Nathercia lacerda, Sérgio França, Grupo Editorial Zit (Instituição), Sérgio França, Nicole Cardoso, Não possui, Não possui (Espírito
#Páginas: 88
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2021