Todos queremos cidades com serviços eficientes e baratos que melhorem o transporte, a saúde, a moradia, a educação etc. Mas a questão é evitar que nossas cidades se tornem máquinas de precarizar trabalhadores, beneficiando apenas a interesses privados. A smart city – essa “grife” que se tornou a cidade repleta de serviços de empresas Big Tech – se mostrou muito mais funcional, otimizada e controlada do que participativa, sustentável e justa. Como contraponto a esse sistema neoliberal, os especialistas em tecnologia e seus impactos socioeconômicos Evgeny Morozov e Francesca Bria oferecem uma série de exemplos e estudos de caso de formas de gestão cooperativa. Por exemplo, as cidades de Amsterdã e de Barcelona, por meio do projeto Decode, iniciado em , buscam implementar uma infraestrutura descentralizada de dados que devolve o controle sobre as informações aos cidadãos e oferece soluções de gerenciamento de dados flexíveis e atentas à privacidade. De forma similar, o programa Datacités, lançado em em Paris, aborda o tópico do direito dos cidadãos a dados bens públicos por meio do envolvimento de todas as partes interessadas no processo. O programa também incentiva modelos alternativos para serviços urbanos nas áreas de mobilidade, energia e controle de resíduos com base na concepção de dados recursos públicos. Para Morozov e Bria, retomar o controle sobre tecnologias, dados e infraestruturas é imprescindível para a gestão cooperativa da cidade inteligente do futuro – democrática e inclusiva.
#Autor: Morozov, Evgeny E Bia, Francesca
#Páginas: 160
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2023