A precariedade da arte surge de uma premissa básica: a arte não é óbvia. Sua potência nasce da lealdade cambiante que estabelece com a “verdade” do mundo. Seja qual for o modelo de que imputamos sobre a produção artística desde o pós-guerra, a arte não nos apresenta garantias de dos fenômenos sociais, culturais e políticos. Este é um livro que nos apresenta a capacidade de artistas assumirem, conscientemente ou não, a precariedade força poética, interno das obras e fato disruptivo que afasta qualquer entendimento satisfatório. Sim, a arte de Lygia Clark, Anna Bella Geiger, Leila Danziger, Rosana Paulino, Paulo Nazareth, Mathieu Pernot, Fernando Bryce, entre outros artistas abordados no livro, não satisfaz as boas consciências críticas de sua contemporaneidade. Antes, juntas ou individualmente, os trabalhos desses artistas apresentam a fragilidade do fazer artístico sintoma da própria fragilidade do estar-no-mundo, pensando sobre ele, agindo diante de suas adversidades.
#Autor: Costa, Luiz Cláudio da
#Páginas: 220
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2022