A reunião da poesia de Adão Ventura () era há muito aguardada. Nascido numa terra que, para nossa sorte, já foi e continua sendo cantada por tantos grandes poetas, ele lançou uma voz única de Minas Gerais para o mundo. Bisneto de escravizados, Ventura se apaixonou pela poesia ainda nos bancos escolares, mas, curiosamente, foi depois de viver uma curta experiência professor numa universidade norte-americana nos anos , e se deparar com as lutas da população afrodescendente, que a questão racial se tornou sua principal “fonte de preocupação poética”.
O talento e a sensibilidade literária de Ventura já se destacavam no convívio com uma geração brilhante de escritores em Belo Horizonte. Quando lançou o olhar para sua própria realidade de homem negro numa sociedade racista, forjou uma voz das mais belas, fortes e necessárias já surgidas na poesia brasileira.
É todo esse percurso que os leitores encontrarão em A cor da pele: poesia reunida, desde sua estreia, com uma série de poemas em prosa com tons surrealistas, passando pelo poeta que vai se revelar a partir dos anos e pelos magistrais retratos líricos do Vale do Jequitinhonha, até o conjunto final de 37 poemas esparsos, reunidos pela primeira vez em livro. Organizado pelo poeta Fabrício Marques, que assina o posfácio e as notas à edição, o livro traz ainda uma resenha escrita por Silviano Santiago na ocasião do lançamento do clássico que dá nome a esta edição, A cor da pele.
#Autor: Adão Ventura
#Páginas: 320
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025