"A dor é uma das coisas mais importantes da minha vida." Em meados dos anos , Marguerite Duras encontra, nos armários de sua casa de campo, uma série de diários escritos na juventude. Nestas páginas, tomadas por uma pequena letra e rasuras, ela descreve a angústia vivida durante a Segunda Guerra Mundial, diante da França ocupada e da espera dilacerante pelo retorno de seu marido, Robert Antelme, preso e enviado para um campo de concentração na Alemanha. Entre a memória e a literatura, Duras desenha todo o contexto em que circulam pelas ruas de Paris membros da polícia nazista, uma elite francesa colaboracionista, milicianos e resistentes – personagens reais da história, ela, que busca notícias do marido em almoços com um membro da Gestapo e participa da sessão de tortura de um delator ao lado dos da Resistência. O testemunho e a emoção dos acontecimentos vividos fazem de A dor uma das obras mais importantes da autora, ela mesma declara. – Edição com o texto inédito “O horror de um tal amor”, traduzido por Laura Mascaro, publicado na revista Sorcières. Les femmes vivent em e em Outside, em . – Capa e páginas manuscritas do Cahier de 100 pages [Caderno de 100 páginas], diário onde Duras anotou os eventos que deram origem ao livro A dor. Impressão do caderno em cores.
#Autor: Duras, Marguerite; Francês Guimarães de Oliveira, Luciene; Francês França, Tatiane; Mascaro, Laura
#Páginas: 208
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2023