A ciência econômica tem sido pensada por homens para servir a uma sociedade dirigida por homens. Ela é, também, a ciência social com menor presença de mulheres. No entanto, ao longo da história, muitas delas fizeram importantes contribuições para a construção da área, vencendo um permanente processo de desqualificação, revela Hélène Périvier, que apresenta nesta obra um inédito panorama da presença das mulheres no campo do pensamento econômico. Desde as pioneiras Jane Marcet () e Harriet Martineau (), também Flora Tristan (), Harriet Taylor (), Millicent Fawcett (), Julie-Victoire Daubié () e Clémence Royer (), chegando ao século XX com Margaret Reid () e Joan Robinson (), e ainda Elinor Ostrom () e Esther Duflo (-), vencedoras, respectivamente, do prêmio Nobel em Economia em e . Nesta abordagem, não ficam de fora os pensadores da economia que tiveram posições a favor das mulheres, John Stuart Mill e John Maynard Keynes, este último parceiro de Virginia Woolf no grupo Bloomsbury. Em uma análise amparada por exemplos e dados, a autora refuta a aparente neutralidade dos conceitos da economia, evidenciando seus princípios têm sido o motor de uma organização social baseada no modelo patriarcal. Neste cenário, a economia feminista se impõe renovando os temas e as abordagens da disciplina, e encampando saberes e ferramentas para pensar as desigualdades socioeconômicas e as discriminações que sofrem não apenas as mulheres, também outras categorias marginalizadas a LGBTQIA+ e as pessoas que sofrem preconceito racial. Fazer da disciplina econômica um campo mais feminista é, portanto, construir também um mundo mais igualitário. Posfácio de Thomas Piketty
#Autor: Périvier, Hélène; Francês Doria, Maria Alice; Francês P. Duchiade, Milena; Piketty, Thomas
#Páginas: 184
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2023