Para quem estiver tocando o livro em alguma estante, a sugestão é a de folheá-lo não quem procura pistas a partir de leituras já dadas, mas quem quer liberar o texto de Clarice Lispector dos contextos interpretativos inquestionavelmente já legitimados. Assim o de Heidegger, Abamben e outros possíveis contextos de interpretação não valem adição ao que falta. Os dispositivos de leitura dos quais se serve Adriano valem mais indicadores de uma rarefação, ou seja, apontam para toda fortuna crítica operativamente amputada na proposição lúdica aqui oferecida.
#Autor: Adriano Martendal
#Páginas: 128
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2007