A reflexão desenvolvida na presente obra propicia ao leitor um deslocamento das perspectivas, de certo modo confortáveis, da vida moderna, para se pensar o quanto as diversas formas de experiência com o horror fazem parte da vida humana em suas múltiplas dimensões.
Quanto existe de homo horrens em cada um de nós? Mais que responder à questão tão as páginas colocam em evidência um aspecto da condição humana, pouco raramente enfrentado e quase nunca assumido enquanto tal: a experiência do horror é parte intrínseca da vida e, mesmo quando se tenta bani-la por algum artifício de racionalidade ou de purificação, ela emerge, manifesta-se, impõe-se e não raramente nos conduz por caminhos tortuosos.
O reconhecimento da vivência do horror parte inerente da vida possibilita a de alguns fenômenos políticos que ainda nos deixam perplexos pela explícita tragicidade. Manifestações artísticas tais os "Auto-retratos", de Francis Bacon, "Miséria", de Käthe Kollwitz, "Retirantes", de Candido Portinari, "Madre infeliz! (Desastres da guerra)", de Goya, são algumas das obras analisadas e denunciam diferentes formas de horror produzidas em contextos sociais e políticos distintos.
#Autor: Rafael Araújo
#Páginas: 308
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2014