Livro A história do ministério da cultura no Brasil

Código: 9786525063553 Marca:
R$ 182,00
até 3x de R$ 60,66 sem juros
ou R$ 172,90 via Pix
Comprar Disponibilidade: Imediata Aproveite! Restam apenas 10 unidades
    • 1x de R$ 182,00 sem juros
    • 2x de R$ 91,00 sem juros
    • 3x de R$ 60,66 sem juros
  • R$ 172,90 Pix
* Este prazo de entrega está considerando a disponibilidade do produto + prazo de entrega.
O livro que o leitor tem em mãos é, por diversas razões, uma grata surpresa. Ele problematiza os diferentes significados que o tema da cultura nas décadas de a . Do modernismo iconoclasta da primeira geração, focando Mário de Andrade; passando pelo Estado interventor de Getúlio Vargas, o período “democrático”, mas, na verdade, de um liberalismo profundamente autoritário; entrando no regime civil-militar, com sua ambígua valorização e seu desprezo pela cultura; chegando ao ápice com a redemocratização dos governos Sarney e Collor. Um sobrevoo tão amplo, contudo, tem suas vantagens e seus riscos. Vou me concentrar nas vantagens. Aprendemos que todos os debates se referem aos anos 30, apresentando-se atualização do que foi posto naquele contexto. Entretanto sabemos que a história apenas se repete tragédia ou farsa, e a referência aos heroicos anos 30 significa, na verdade, uma profunda modificação de temas e problemas. Nesse sentido, a referência funciona mais um símbolo, um alvará. Gosto muito quando a autora nos mostra, com muita propriedade, que o debate sobre a criação de um órgão público encarregado de pensar e organizar o debate sobre cultura tem um sentido profundamente político-partidário. Que esse sempre foi um debate político estava claro, mas, no fim da ditadura, que a cultura aparece mais evidentemente a serviço de projetos partidários nem sempre é autoevidente. Durante a ditadura, os boletins do Conselho de Cultura viram uma espécie de colunismo social para políticos que apoiavam o governo. “Produção em série de homenagens”, escreve a autora, esvaziado de todo sentido crítico. Não é difícil entender que, recriado em , no governo Sarney, o Ministério da Cultura (MinC) é “rejeitado por muitos e desejado por poucos”. Afinal, o debate sobre cultura acontecia em outro lugar. Nesse contexto, em plena ascensão do neoliberalismo, o MinC transforma-se num maná para o butim dos empresários ligados ao que se poderia chamar, na falta de termo melhor, “cultura de massas”. Eles usavam o ministério para financiar interesses privados. Adriano Duarte Professor de História do Brasil e História Contemporânea na Universidade Federal de Santa Catarina

#Autor: Giane Maria de Souza
#Páginas: 509
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2024

Produtos relacionados

R$ 182,00
até 3x de R$ 60,66 sem juros
ou R$ 172,90 via Pix
Comprar Disponibilidade: Imediata Aproveite! Restam apenas 10 unidades
Pague com
  • Pix
Selos
  • Site Seguro

DISTRIBUIDORA PARTILHANDO LTDA - CNPJ: 41.819.324/0001-33 © Todos os direitos reservados. 2026