Nos ensaios aqui reunidos, Marilena Chaui interroga a gênese e o sentido da ideologia da desde o momento da regulação fordista ao momento neoliberal, concentrando-se na análise de duas instituições: a universidade e a indústria cultural. Na medida em que é adaptada pela estrutura autoritária e hierarquizada da sociedade brasileira, a ideologia da tornando-se princípio de organização das universidades, não só justifica a estrutura social vigente, também contribui para reproduzi-la sem transformações de base. Chaui desmascara o discurso modernizador dos neoliberais ao mostrar que, longe de promover a democratização da sociedade brasileira, não estavam senão acentuando sob vestes moderninhas a dominação tecnocrática autoritária que se iniciara com a modernização conservadora da ditadura. Na análise da indústria cultural, Chaui mostra a programação televisiva forma sujeitos narcisistas que não conseguem exercer uma cidadania democrática e construir um espaço público de debates e ações políticas por estarem condicionados a avaliar tudo o que é público segundo os critérios da vida privada das classes senhoriais. Os sujeitos-consumidores, absortos no narcisismo ou na depressão, confiam aos profissionais o poder de decidir sobre política, cultura, vida profissional, lazer, etc.
#Autor: Marilena Chaui, André Rocha
#Páginas: 224
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2014