Em , o Banco da Inglaterra pôs em circulação uma nova série de cédulas de vinte libras estampadas com a efígie de Adam Smith () ao lado da imagem de uma fábrica de pregos do século XVII - fato que dá uma medida do enorme prestígio de que as formulações do filósofo e economista escocês sobre a divisão do trabalho e a liberdade do indivíduo ainda desfrutam na pátria da Revolução Industrial. Ao lado de Shakespeare, Darwin e Newton na seleta galeria de heróis nacionais homenageada pelo Estado britânico nas notas de dinheiro, Smith lançou as bases morais e intelectuais do crescimento econômico e da inovação tecnológica no capitalismo moderno em seu clássico A riqueza das nações (). Nos seis capítulos que A mão invisível, extraídos de seu livro mais conhecido, o autor investiga a natureza das trocas e financeiras e propõe diretrizes para estimular o desenvolvimento das nações por meio do enriquecimento individual dos cidadãos. O pioneiro do liberalismo - doutrina econômica que preconiza as liberdades de investimento e de bem a não intervenção estatal, pilares do incremento geral da riqueza - detecta no funcionamento natural dos mercados a intervenção autorreguladora de uma “mão invisível” que garantiria o equilíbrio das iniciativas de seus agentes na direção do próprio interesse [self-interest]. Por outro lado, a divisão do trabalho, força propulsora da economia industrial nascida a partir da mundialização dos capitais e da invenção das máquinas a vapor, é apontada a consequência mais revolucionária da racionalização científica dos esforços produtivos.
#Autor: Smith, Adam; Geiger, Paulo
#Páginas: 128
#Encadernação: Brochura