Organizando as tramas de uma intrincada rede de interesses, Juremir Machado Da Silva reconstrói o contexto do governo de João Goulart e descortina os bastidores do poder e da elite no Brasil.A memória e o guardião revela a correspondência do então presidente João Goulart, iniciada em e interrompida em , quando, ao conclamar o país a reformas de base, foi deposto por um golpe midiático-civil-militar. Por quase quarenta anos, o guardião desse arquivo foi o oficial de gabinete Wamba Guimarães, que dois dias depois do golpe, a pedido de Jango, partiu com duas malas repletas de correspondências – e as manteve em segurança até sua morte, em .Neste livro, Juremir Machado da Silva – vencedor do Prêmio Açorianos e APCA por Raízes do conservadorismo brasileiro – busca outros significados nas palavras de gentileza, conselho e rapapé ao presidente, reunidas em 927 itens, cartas, telegramas, relatórios, informes, cartões de Natal, de aniversário, de Ano-Novo, entre outras congratulações. Organizando as tramas de uma intrincada rede de interesses, o autor reconstrói o contexto do governo de João Goulart e descortina os bastidores do poder e da elite no Brasil. Suprapartidários e sem restrição de classes sociais, os documentos escritos por cidadãos e autoridades brasileiras e internacionais mostram a política baseada no patrimonialismo, no cartorialismo e no coronelismo. O retrato de um Brasil infelizmente ainda atual.
#Autor: Silva, Juremir Machado da
#Páginas: 364
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2020