Livro A Menina Que Não Fui

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A Menina Que Não Fui (La Fille Manquée, ), de Han Ryner, é um romance precursor da literatura LBTQIAP+, inédito em língua portuguesa, traduzido diretamente do original francês. O livro conta a história de François de Taulane, apelidado de “mulherzinha” e “rainha Françoise” pelos colegas que sentiam por ele tanto desprezo quanto atração (ver sinopse abaixo). Esta edição também traz uma série de aparatos críticos, o caderno de imagens coloridas impresso em papel couché, e textos de apoio para a leitura o prefácio de João Silvério Trevisan, “O Menino Que Era Rainha” e posfácio escrito pelo pesquisador e tradutor do livro, Régis Mikail. Trata-se de uma publicação de luxo, feita em capa dura gofrada que acentua os traços da ilustração exclusiva desenvolvida pela artista visual Felipa Queiroz. O livro também possui pintura lateral e bordas arredondadas que ampliam ainda mais a experiência sensorial do leitor. - Por meio de cartas, diários e confissões, François de Taulane, o protagonista do romance A menina que não fui, narra em primeira pessoa os diversos impasses que enfrentou em sua vida, não apenas devido a seus desejos, mas também à sua própria identidade. Homossexual e órfão, ele é atormentado desde a infância por sua atração pelo sexo masculino e por um possível desconforto em seu gênero. Nas primeiras páginas, o leitor se depara com uma pessoa que decide contar por escrito seus conflitos internos numa sociedade ainda hipócrita, que hesitava entre religião e laicidade, e que via na homossexualidade uma patologia. François é apelidado pelos colegas de “mulherzinha” e de “rainha Françoise” pelos colegas que por ele sentiam tanto desprezo quanto atração. Os traços notavelmente intimistas e escandalosos de A menina que não fui se distinguem dos chamados “romances de costumes colegiais” e, de maneira geral, da literatura de sua época. O enredo se situa em grande parte na instituição de ensino Saint Louis de Gonzague. Os diretores religiosos, em sua hipocrisia, são retratados não apenas incapazes de sustentar a própria moral que pregavam, mas também corruptos. Essa é uma das causas da triste sina do protagonista, que tentará se encaixar na normatividade sexual e abandonar seus instintos, segundo um termo da época, “contra-natura”. Em seu prefácio intitulado “O menino que era rainha”, em alusão à ascensão e ao declínio de de François, João Silvério Trevisan, com seu olhar perspicaz, traz elementos-chave para atualizar a discussão sobre A menina que não fui. O livro, em capa dura, conta com ilustração de capa da artista Felipa Queiroz. Ornada com gaufrage e belas pinturas laterais, a edição conta com um posfácio do tradutor e um caderno de imagens.



#Autor: Ryner, Han
#Páginas: 256
#Encadernação: Capa Dura
#Ano: 2023

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