A morte da natureza: mulheres, ecologia e a revolução científica apresenta uma pesquisa filosófica num amplo arco histórico para reconstituir as imagens da natureza, que abundam na filosofia pré-socrática, em Aristóteles e na filosofia neoplatônica,na Idade Média, no Renascimento e na Modernidade. Poetas da Antiguidade grega fazem referência à natureza uma grande mãe generosa a quem os homens deveriam devoção, assim a natureza sacralizada que aparece na literatura e na poesia do período renascentista. Analogias surgiam aproximando a prata de raízes, o orgânico e o inorgânico se misturavam se tudo pudesse ser explicado pela gênese transformadora e mutante da natureza e pela transmutação dos elementos. O paradigma medieval doorganicismo que orientava a alquimia colocava a natureza e os humanos dentro de uma relação necessária, assim a literatura da utopia ecológica da Cidade do Sol () e de Cristianópolis (), ao apresentarem ideais de integradas entre humanos e natureza, utilizando da metáfora orgânica para pensar a sociedade. Contudo, o modelo ecológico/organicista da Idade Média deu lugar ao modelo mecanicista da filosofia moderna. Mais que isso, o mecanicismo rechaçava o modelo organicistaem nome da ciência, da lógica e da filosofia, que, quis Descartes, deveria se constituir ciência primeira. Este livro relaciona, ao mesmo tempo, a exploração ambiental ao triunfo epistemológico do mecanicismo, e as qualidades da natureza que justificaram sua exploração à diferenciação ontológica das mulheres que fundamenta a desigualdade de gênero.
#Autor: Carolyn Merchant
#Páginas: 512
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025