“Nós não somos homens. Também não somos mulheres. Somos gente igual a vocês.” Essas palavras, com os primeiros acordes de “Assim falou Zaratustra” de Richard Strauss ao fundo, abriam o espetáculo do Dzi Croquettes, que se tornou fenômeno de teatro em São Paulo e no Rio nos anos . Com dança de uma exuberância alucinante e com esquetes que nos fizeram cair de rir, os rapazes do Dzi Croquettes dramatizaram uma bem humorada sátira dos convencionais papéis de gênero, usando roupas e maquiagem femininas sobre corpos masculinos musculares e peludos. Tudo isso em plena ditadura militar! Uma das primeiras tietes (fãs/seguidores) dos rapazes foi uma jovem aluna de mestrado em antropologia da Universidade Estadual de Campinas, Rosemary Lobert, que logo resolveu abandonar a sua pesquisa sobre grupos indígenas para escrever sobre esse exotismo urbano. A dissertação ficou muitos anos um objeto Cult entre os pesquisadores sobre a sexualidade brasileira, mas agora, graças à Editora da Unicamp, A palavra mágica chega a um público bem maior. Leitura divertida e informativa para quem quiser saber mais sobre o underground do Brasil urbano dos anos que propulsionou um processo inexorável de mudança de costumes em matéria de sexo e gênero no Brasil. (Peter Fry)
#Autor: Rosemary Lobert
#Páginas: 296
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2010