Invenção recente, pois não tem muito mais de dois séculos, a prisão tornou-se em todo o mundo a pena de referência. Como o lugar que ela ocupa em nossas sociedades? E a vivenciam os que nela estão enclausurados e os que ali trabalham? Para tentar responder essas perguntas, Didier Fassin realizou ao longo de quatro anos uma pesquisa de campo numa prisão francesa.
a trajetória de homens desde seu julgamento até o encarceramento, associando-se à rotina da detenção e também aos momentos de crise, ele analisa o dia a dia da condição carcerária. Mostra a generalização do enclausuramento reforça as desigualdades sociorraciais e as lógicas da ordem prevalecem sobre o respeito aos direitos. Mas analisa também os gestos de solicitude e de transigência do pessoal penitenciário, os sofrimentos e as microrresistências dos detentos e o modo a vida de dentro é permeada pela vida de fora. Assim a prisão aparece ao mesmo tempo o reflexo da sociedade e seu espelho. É a sombra inquietante que ela projeta.
#Autor: Didier Fassin
#Páginas: 480
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2019