Era uma vez uma pequena nação que vivia sob a bota pesada de seu líder, o General Bigode.
Nesse país excessivamente quente e infestado de moscas, mora uma família disfuncional, a pelo pai, um militar gago — e também o favorito do General — que ostenta as incontáveis medalhas conquistadas graças aos serviços prestados à pátria, e pela mãe, mulher traumatizada por uma tragédia familiar que encontrou no casamento a chance de uma vida mais confortável, ainda que a maternidade lhe seja insuportável. Dessa união, nasceram três filhos: Cassandra, a mais velha, perspicaz e manipuladora, sexualmente atraída por objetos, sobretudo enferrujados; Caleb, o do meio, detentor de um dom único e mórbido; e a caçula Calia, que se recusa a falar e desenha animais hiper-realistas com talento excepcional.
Em desespero por ter sido afastado do governo, o pai instaura uma violenta autocracia na própria casa, obrigando os filhos, que até então viviam em discórdia, a se unir contra a intransigência paterna e a alienação materna. Em ritmo frenético, a narrativa dispara rumo a um desfecho imprevisível.
Elaine Vilar Madruga constrói uma fábula insólita e envolvente, equilibrando com genialidade toques de realismo mágico, humor macabro e grotesco e até mesmo lirismo para falar dos horrores do autoritarismo e da opressão em todos os seus níveis, do coletivo ao individual. A autora implanta no riso e no espanto suas principais armas de resistência.
MOTIVOS PARA LER ESTE LIVRO
1. Vencedor do Cálamo na categoria “Livro do Ano ” (escolhido por votação dos leitores), um dos prêmios literários mais importantes da Espanha..
2. A edição do original é da escritora Cristina Morales, que também assina o prefácio da obra.
3. Elaine Vilar Madruga constrói uma fábula insólita e envolvente, equilibrando com genialidade toques de realismo mágico, humor macabro e grotesco e até mesmo lirismo para falar dos horrores do autoritarismo e da opressão em todos os níveis, do coletivo ao individual. O riso e o espanto constituem suas principais armas de resistência.
4. As mudanças de foco narrativo, apresentando as perspectivas dos três irmãos, conferem dinamismo à narrativa, além de mostrar a riqueza da construção do mundo interno de cada personagem.
5. A imprecisão quanto a tempo e lugar transformam a obra de Vilar Madruga em uma espécie de fábula moderna que se aplica a qualquer tempo-espaço em que haja autoritarismo e repressão. Ainda que a autora venha de uma realidade a de Cuba, ela transcende aspectos locais e alcança um debate mais universal..
6. O diálogo recurso de estilo tem destaque nas cenas em que a mãe, obcecada por tratar os filhos se fossem pacientes em análise, os interroga usando jargões psicanalíticos. São capítulos inteiros construídos em falas tensas, sarcásticas, em que o clima disfuncional da relação entre mãe e filhos se torna palpável.
ELOGIOS
“[...] um romance ambicioso com um controle avassalador e preciso da linguagem do fantástico e do terror. Um texto dotado de um lirismo que não embeleza nem esconde a raiva latente em sua prosa.” — El Diario
SOBRE A AUTORA
Elaine Vilar Madruga (Havana, ) é graduada em Artes Cênicas, com especialização em Dramaturgia, pelo Instituto Superior de Arte de Cuba (ISA), e leciona escrita criativa. Ganhou vários prêmios nacionais e internacionais, e seu trabalho tem sido publicado em diversos países. Vilar Madruga amplifica sua voz em romances adultos e infantojuvenis — marcados por influências da literatura fantástica e da ficção científica —, contos, poesia, teatro, jornalismo e crítica.
#Autor: Elaine Vilar Madruga, Talita Hoffman, Carla Fortino, Cristina Morales, Talita Hoffman (Capista)
#Páginas: 224
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2022