Com base na correspondência pessoal de Albert Camus, em gravações inéditas e entrevistas com familiares, amigos e amantes do escritor, Olivier Todd revela em Albert Camus: uma vida toda a de um escritor charmoso e virulento, sincero e teatral, arrogante e inseguro. Em 4 de janeiro de , voltando para Paris depois de um feriado, Albert Camus morre em um acidente de carro. “Uma morte imbecil”, ele costumava dizer a respeito de fatalidades em acidentes automobilísticos. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em , aos 43 anos, Camus foi um herói da Resistência, um defensor dos árabes muçulmanos de sua Argélia natal, um que lutava contra o stalinismo e um dos principais líderes de sua geração de escritores, com uma obra construída em torno do absurdo e da revolta. Nascido no ano de em uma fazenda perto de Mondovi, na Argélia, Camus não poderia ter uma origem mais proletária. Durante a juventude, filiou-se ao Partido Comunista. Encontrando no jornalismo a “profissão superior”, Camus a escrever para o periódico liberal Alger Républicain, ao mesmo tempo que produzia peças para o centro de cultura da Argélia. Foram essas campanhas políticas para denunciar a miséria dos muçulmanos que o obrigaram a abandonar seu país natal, onde não conseguia mais trabalho, e a se exilar em em Paris, onde produziu suas principais obras. Na França, além da publicação de seus aclamados romances O mito de Sísifo e O estrangeiro, Camus aproximou-se de Sartre, e os dois, com Simone de Beauvoir, tornaram-se inseparáveis. Colaborador e incentivador do jornal clandestino Combat, um marco da história da imprensa francesa, Camus se estabeleceu uma celebridade em Paris ao fim da Segunda Guerra Mundial: romancista com boas vendas, filósofo, editor de um importante jornal e personagem polêmico que recusa a Legião de Honra e um convite para ingressar na Académie Française. Em , afastado do Partido Comunista e brigado com Sartre e com os intelectuais franceses de esquerda, publicou O homem revoltado, e, cinco anos depois, A queda, com o qual deu sinais de desilusão, isolamento e solidão. Com base na correspondência pessoal de Camus, em gravações inéditas e entrevistas com familiares, amigos e amantes do escritor, Olivier Todd revela toda a de um escritor charmoso e virulento, sincero e teatral, arrogante e inseguro. O biógrafo contrapõe a vida de Camus a momentos históricos, a ocupação francesa do norte da África, e ao ambiente da Paris literária do pós-guerra. Ele avalia o sucesso de Camus e sua vida privada conturbada, com uma atração por mulheres, a luta contra uma tuberculose debilitante e as polêmicas intelectuais em defesa de suas posições políticas. “A monumental biografia de Olivier Todd é uma defesa imparcial, mas poderosa, da reputação política e humana de Camus.” – The Sunday Times “Um dos méritos do livro de Olivier Todd é esclarecer o quanto um autor pode estar próximo de sua obra, mesmo no dia a dia, a tal ponto que a célebre sinceridade de Camus nos parece hoje assustadora.” – Lire
#Autor: Todd, Olivier
#Páginas: 882
#Encadernação: Brochura Com Orelhas
#Ano: 2024