Em , Eliseu César publicou a sua primeira obra literária e atribuiu-lhe o título Algas, hoje livro raro nos acervos brasileiros. A obra já abordava temáticas raciais, a exemplo do poema “Não queira nunca ser branca”, que consta na epígrafe deste texto, no qual podemos notar que o foco narrativo girava em torno do reconhecimento da beleza estética da personagem central, em detrimento da mulher branca. O poeta Eliseu valorizava a pertença étnica, para não dizer a identidade racial da protagonista do verso, e destacava a beleza da sua cor, ou seja, a beleza da mulher afro-brasileira. O livro tem um total de 146 páginas. Suas poesias podem ser tipificadas em quatro dimensões: a lírica (amor, mulher, paisagem); social (profissão, sofrimento, religião); política (drama, acontecimento, sujeitos); e racial. A obra recuperada pelos pesquisadores e organizadores traz uma possibilidade de fruição literária, também de um maior entendimento sobre as insurgências, negociações e estratégias de intelectuais racializados diante das do século XIX e início do XX.
#Autor: Cesar, Eliseu
#Páginas: 156
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2024