A vida, em seus infinitos detalhes e possibilidades, também pode ser literatura, e Antonio Bivar o soube desde cedo, um observador da natureza humana. Mais tarde, enquanto vivia de perto a gênese da contracultura, percebeu que toda vida, por si só, é o suficiente para produzir um ou mais livros; contudo, mais do que isso, são as palavras escolhidas e escritas que podem traduzir a beleza e dar forma a uma vibrante saga pessoal. Em ordem cronológica, Aos quatro ventos é o quarto volume de sua saga romanceada e muito bem contada, abrangendo agora o período de a . Uma década de importantes transformações culturais, e políticas. (...) É importante dizer que quem não leu os outros volumes da saga não se sentirá perdido se por este. A ordem não altera o conjunto. Todos têm meio e fim. Os anos de leitura e escolas literárias aprimoraram um estilo original, rico em humor, irreverência e sentimentos profundos. "Antonio Bivar é o sopro mais vivificante da literatura camp já surgido no Brasil. Seu talento é elétrico, psicodélico, rápido, multicor, agilíssimo e de graça irresistível", escreveu há anos um de nossos maiores críticos literários: Leo Gilson Ribeiro. E tudo o que Leo Gilson escreveu continua presente em Aos quatro ventos, acrescido da constante reinvenção de seu autor e do aprimoramento legado pelo passar dos anos. Não é exagero dizer que a prosa poética de Bivar aqui se exibe em sua plenitude.
#Autor: Bivar, Antonio
#Páginas: 140
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2016