As rimas internas, de Luis Felipe Abreu, se alimenta da agitada constelação literária pós-ditadura para uma biografia literária de uma personagem que teima em escapar. Uma homenagem numa feira literária internacional, uma proposta para biografar uma talentosa e arredia poeta da década de , que morreu de maneira trágica e misteriosa. É assim que a aventura literária-existencial de Luiza, narradora-personagem que nos guia pelas páginas de As rimas internas, romance de estreia de Luis Felipe Abreu. Icumbida de biografar Flora L., uma mistura ficcional de figuras Ana Cristina César, Sylvia Plath e Alejandra Pizarnik, a jornalista Luiza acaba se perdendo num labirinto cheio de referências à cena literária em que viveu a poeta carioca e também Caio Fernando Abreu, de quem Luis Felipe Abreu é sobrinho. A busca da narradora por Flora, personagem maldita e uma pária entre os párias, ecoa e reverbera o interesse contemporâneo por essas figuras marginais que retornam editorialmente canonizadas e envoltas por um prestígio um tanto contraditório.
#Autor: Abreu, Luis Felipe
#Páginas: 272
#Encadernação: Brochura Com Orelhas Duplas
#Ano: 2024