A formatura de teve 11 cadeiras vazias na mesa de autoridades (foto acima).
As de , e foram suspensas pela Universidade, mas as turmas promoveram cerimônias por conta própria. A de
quase teve a forma de uma peça teatral.
E assim por diante.
Só é possível os motivos
e o impacto dos protestos nas formaturas da Faculdade de Medicina da UFRGS, durante 17 anos, remetendo-se ao contexto em que ocorreram. Por isso, esta retrospectiva histórica coloca leitores e leitoras em meio
aos acontecimentos do período.
Nas universidades, as formaturas são um rito de passagem, marcando a mudança de status de quem recebe seu diploma. Para cumprirem essa função, seguem um protocolo que estabelece elementos simbólicos obrigatórios. Por exemplo: o uso da beca e demais vestes talares, distintivas de posição e poder; as representações de diferentes papéis, por meio de paraninfos, homenageados, autoridades acadêmicas e oradores; e, ponto alto das cerimônias, o momento individual da colação de grau, quando a posse do canudo, em meio a falas rituais, converte estudantes em profissionais.
Nesse universo de simbolismos, a ausência ou modificação de qualquer elemento introduziria um novo significado, a sinalizar que algo está fora de lugar. Pois assim foi a formatura da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em . Teve beca, teve canudo… mas não paraninfo e homenageados. Foi a forma encontrada por formandos e formandas para protestar contra as condições de ensino, prejudicadas em decorrência da implantação, pelo regime militar, da chamada reforma universitária.
O episódio não foi o único. A turma de escolheu paraninfo o professor Sarmento Leite (foto acima), então falecido há 40 anos. A de elegeu o antigo prédio da Faculdade (fotos da capa). o contexto histórico de cada momento, esses protestos perduraram até .
#Autor: Elisa Kopplin Ferraretto, Elvino Barros
#Páginas: 352
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2024