Quem ama o futebol também ama as lembranças de grandes jogos e grandes jogadores. Os melhores do pós-guerra — Puskás, Di Stéfano, Eusébio, Pelé — cruzaram o caminho de um homem que marcou o moderno futebol ofensivo mais do que qualquer outro: Béla Guttmann, húngaro judeu, ex-jogador, treinador de sucesso planetário, mitificado sobretudo depois de arrebatar por duas vezes a Liga dos Campeões da Europa no do Benfica, de Lisboa — tendo derrubado, para tal, nada menos que a poderosíssima dupla espanhola, Barcelona e Real Madrid. De temperamento forte e cheio de idiossincrasias, Béla Guttmann foi uma espécie de José Mourinho de seu tempo. Tanto pela capacidade superior de “ler” o futebol em suas variantes técnica, tática e física, quanto pelas recorrentes polêmicas em que se envolvia. Apesar de ter sido um jogador de algum talento, foi treinador que se destacou, num tempo de transição do futebol, entre o amadorismo e o profissionalismo. Além da Hungria, atuou em países Holanda, Áustria, Itália, Estados Unidos, Argentina e Portugal. Em , aceitou o convite para treinar o São Paulo Futebol Clube, onde se sagrou campeão paulista. Mais do que isso, o estilo tático de Guttmann, com o inovador e ultraofensivo esquema 4-2-4, influenciou de forma certeira na maneira de jogar da própria seleção brasileira por Vicente Feola.
#Autor: Detlev Claussen, Daniel Martineschen, Alexandre Fernandez Vaz
#Páginas: 176
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2014