Este volume reúne numa mesma edição os três primeiros livros do poeta Mario Quintana. Com a publicação de Canções, em , seu nome emergiu em escala nacional, junto aos colegas da geração modernista, representante de um lirismo singelo, intuitivo, tingido de suave tom elegíaco e banhado de sabor local - a rua, o arrabalde, a cidade de Porto Alegre. Dois anos depois, em , Quintana lançou Sapato florido, sua primeira de aforismos, pequenas prosas, crônicas e minicontos. Com ela, afirmava no cenário editorial sua peculiar mistura de prosa e poesia, que se tornaria outra de suas marcas registradas autor. No mesmo volume, foi ainda a série dos sonetos modernistas que constituem seu livro de estreia, A rua dos cataventos, de . Entre a canção e o soneto, assim a profícua e produtiva carreira poética de Mario Quintana. Da canção singela, rimas simples, métricas consagradas, pode-se dizer que encerra a essência, o ponto de partida do lirismo moderno (leia-se: romântico e pós-romântico). Encarnação chaplininana de algum jovem Goethe à beira do Guaíba esquecido, o poeta já de saída invoca a poesia dança primaveril, no poema que abre o volume. Ao percorrer os versos de Canções, porém, o leitor descobre estar diante de intimidade mais o espírito dançante do lírico se deixa marcar por delicada melancolia, diante da morte fato da vida. É um olhar de menino que o poeta lança ao redor. E, tal, poroso. Aberto para os detalhes do mundo, micro/macrocosmo. Nos sonetos de A rua dos cataventos, o poeta estreante se faz catavento, se faz rua, funde-se à paisagem do bairro, é um poeta de luz e encantamentos. O dia feérico os abismos da lua. Já nas agudas prosas e aforismos de Sapato florido, Quintana revela-se pensador veloz e surpreendente do real e do surreal.
#Autor: Quintana, Mario
#Páginas: 240
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2012