Francisco conta um episódio da infância vivida em Araquari, SC, sobre a posse de uma ossada de um sambaqui, uma espivetada travessura de conotação profanadora da sacrarqueologia. Mas a intensidade da transmissão do episódio soa uma filogenia poética afetiva que só os voos da fantasia infantil propiciam aos adultos, no desfrute das lembranças.
A algaravia que as referências a pássaros, peixes, plantas e árvores produz naquele que lê, a sensação de que o voo é em bando, e que a prosódia tem a regência do maestro Spinoza, na sua elegia que deifica a natureza. Não algo abstrato e intocável; pelo contrário, natureza existida, introjetada, só no interior se experiencia. A natureza quase, franciscanamente, consagrada!
A causa desta obra é a homenagem que Francisco gostaria de prestar às suas origens, à mãe e à cidade. O gesto bom-belo materializou-se neste presente para todos.
Sueli do Rocio Silva
#Autor: Francisco C. Duarte
#Páginas: 69
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2019