Com lirismo e ironia, o autor mais emblemático do Harlem Renaissance narra os medos e fantasias que fundamentam a violência racial e, ao mesmo tempo, as micro resistências cotidianas aos caprichos da branquitude. Principal figura do Harlem Renaissance, Langston Hughes entendia que a afirmação de sua negritude não era um obstáculo, mas o próprio caminho para a mais alta realização de sua arte. Não à toa, tornou-se uma das grandes vozes da literatura de autoria negra ao transfigurar poeticamente a experiência de ser negro nas Américas. Publicado em , Coisa de gente branca revela que, Hughes, além de exímio poeta, era também um sagaz prosador, capaz de retratar com maestria as relações raciais nos pós-abolição. Em catorze contos, explora as paranoias e contradições das pessoas brancas, que se inflamam diante da maior infração que as personagens negras parecem num país outrora marcado pela escravidão: viver quem não deve nada a ninguém, iluminando, em cada história, a dignidade, a beleza e a coragem de quem buscava a todo custo a liberdade. Com a coleção Harlem Renaissance, Clássicos Zahar visa disponibilizar ao público algumas obras importantes e representativas do movimento que floresceu no início do século XX e renovou a representação estética da vida negra nos Estados Unidos no pós-abolição, tornando-se um momento decisivo da tradição literária afro-diaspórica.
#Autor: Langston Hughes, José Roberto O'Shea, Mário Augusto Medeiros da Silva, Alceu Chiesorin Nunes (Capista), Mariana Metidieri (Capista), José Roberto O’Shea (Comentários
#Páginas: 216
#Encadernação: Capa Dura
#Ano: 2026