Em quase cinquenta anos de atuação jornalista, Juca Kfouri de perto, observador ou participante (e muitas vezes as duas coisas), experiências fundamentais do mundo da política, da cultura e do esporte. O saldo é uma inescapável sensação de derrota, nas memórias que o autor registra em Confesso que perdi. Juca cobriu todas as Copas do Mundo desde , e já havia participado indiretamente da cobertura das Copas de , e . À frente da revista Placar, foi responsável por desvendar e denunciar a chamada “máfia da loteria esportiva”, e por memoráveis capas a que trazia seu amigo Sócrates posando “O pensador”, de Rodin. Na Playboy, revista que também dirigiu, Juca publicou entrevistas e reportagens notáveis, a que revelou a identidade do desenhista Carlos Zéfiro, um segredo que durava mais de trinta anos: tratava-se do funcionário público Alcides Caminha, parceiro de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito. Tendo se oposto à construção do Itaquerão, o corintiano Juca estava no meio da torcida na fatídica noite de , quando o time quebrou o jejum de mais de vinte anos sem títulos. “Não sei fui parar no gramado do Morumbi, com uma bandeira na mão, bandeira que não levara ao estádio e não me recordo de ter lembra, sem lembrar. É com a sinceridade de quem sabe que a memória é traidora que o autor nos oferece essas deliciosas confissões de derrota.
#Autor: Kfouri, Juca
#Páginas: 248
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2017