Como um movimento político nasce, se desenvolve, se consolida e, enfim, encontra limites a partir das pessoas que nele se engajam? Durante o doutorado em Sociologia na Universidade Estadual de Campinas, a pesquisadora Nara Roberta Silva, brasileira radicada em Nova York (EUA), onde atua professora e pesquisadora no Brooklyn Institute for Social Research, se dedicou a estudar documentos, atas de reunião, publicações variadas e entrevistar pessoas que participaram do movimento Occupy Wall Street, surgido em setembro de .
Occupy Wall Street veio ao mundo na sequência da turbulência econômica causada pelo estouro da bolha imobiliária em e em um cenário de instabilidade, insatisfação e incerteza. A convocação feita por uma revista, com a proposta de lutar “contra forças dominantes”, foi suficiente para que cerca de 200 pessoas resolvessem passar a noite e iniciar o que seria a ocupação do parque a duas quadras de Wall Street, centro financeiro da cidade. Ao longo de dois meses a mobilização cresceu e o movimento foi reconhecido por intelectuais, representantes locais e nacionais, artistas e personalidades da mídia em geral. Porém, aos poucos, vários aspectos que o Occupy mesmo condenava emergiram internamente ao movimento – que se propunha a não ter estrutura ou hierarquias formais.
A dinâmica fascinante desse rico momento histórico – que aconteceu em consonância com várias outras iniciativas em diferentes partes do mundo – é descrita nestas páginas por Nara Roberta Silva e nos leva a refletir e tirar nossas próprias conclusões sobre o significado da palavra democracia e os percalços na construção de um mundo mais igualitário.
#Autor: Nara Roberta Silva
#Páginas: 160
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025