O voto, um dos pilares da democracia, é a forma de expressão da vontade popular e do exercício da sua soberania, consumada através da representação dos cidadãos nos órgãos governamentais. Dada sua importância nas democracias representativas, o do eleitor tornou-se um dos maiores desafios das ciências políticas. Em meados do século XX, despontaram nos Estados Unidos da América os primeiros construtos teóricos baseados em distintas raízes epistemológicas, estabelecendo assim, os paradigmas de eleitoral das escolas sociológica, econômica e psicossocial, que substanciaram a fundamentação teórica deste trabalho. Em “Corredeiras da Democracia: o voto sob a perspectiva psicossocial”, os autores apresentam um novo modelo desenvolvido a partir da atual realidade sociopolítica do eleitor brasileiro, incorporando suas características socioeconômicas específicas, escolaridade e renda, bem sua cultura política e partidária. A análise empírica serviu-se de surveys conduzidos pelo ESEB após os pleitos de e e, de maio a outubro de , empreendeu-se uma pesquisa qualitativa longitudinal com eleitores indecisos a fim de identificar o impacto de eventos de curto prazo nas escolhas eleitorais, considerando os contextos sociais desses eleitores e o papel da consciência política elemento mediador. Diferentemente do modelo psicossocial da Universidade de Michigan, o construto brasileiro atribui à consciência política a posição central na mediação das forças proximais. O modelo enfatiza ainda, a relevância dos meios de no direcionamento do fluxo político, considerando inclusive as modernas plataformas virtuais de interação social.
#Autor: Rubens Vidigal Coriolano, Salvador Antonio Mireles
#Páginas: 437
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2024