Partindo do contexto da instalação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas favelas do Rio de Janeiro para “salvaguardar” a segurança da cidade durante megaeventos esportivos a Copa do Mundo de e as Olimpíadas de ), Renata Souza a experiência cotidiana na favela da Maré e demonstra a política de “pacificação” desconhece a dinâmica da favela. A partir da hipótese de um espírito na Maré, a autora investiga iniciativas independentes de e cultura dos jovens mareenses (de que são exemplos o jornal O Cidadão, a página virtual Maré Vive, o aplicativo Nós Por Nós, o bloco Se Benze Que Dá, o Sarau da Roça e a feira de trocas Maré ), além de suas vivências pessoais cria da favela, para mostrar uma juventude que resiste culturalmente para existir socialmente. A obra, publicada pela primeira vez em , é uma adaptação da tese de doutorado da autora sobre a resistência da juventude negra à militarização da vida. O livro traz ainda um conjunto de textos escritos em homenagem a Marielle Franco, com quem a autora trabalhou e conviveu por cerca de vinte anos, sendo inclusive chefe de seu gabinete na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, até sua execução sumária, em março de .
#Autor: Renata Souza, Muniz Sodré, Flávia Oliveira, Marcelo Freixo, Raquel Paiva
#Páginas: 216
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2020