Com telas e monitores que organizam o trabalho e o lazer, aplicativos que direcionam tanto a disputa política quanto os contatos amorosos, não há mais negar que vivamos em uma “sociedade do espetáculo”. Mas o que, exatamente, isso quer dizer? A expressão “sociedade do espetáculo” foi forjada em por Guy Debord (), não apenas categoria descritiva, mas parte de uma teoria revolucionária que ajudaria a incendiar Paris em Maio de . Em Crítica do espetáculo: o pensamento radical de Guy Debord, o historiador Gabriel Zacarias retoma as origens da teoria do pensador francês, a fim de reencontrar sua radicalidade, propondo uma mirada crítica da representação.
Uma das vozes mais importantes na do legado crítico da Internacional Situacionista, Zacarias traz uma análise e atual do pensamento de Guy Debord. Apresenta primeiramente um estudo detalhado dos dois principais trabalhos teóricos do autor e suas relações com a filosofia de Hegel e de Marx. A obra maior de Debord, A sociedade do espetáculo (), é aqui destrinchada e revelada em sua tornando-se, ao mesmo tempo, mais acessível. Sua obra tardia, Comentários sobre a sociedade do espetáculo (), raramente discutida, recebe estudo atento e aparece ponto de inflexão importante no pensamento do autor.
A teoria de Debord é também contextualizada em sua época, com diálogos com outros autores Henri Lefebvre, Herbert Marcuse e Joseph Gabel) sendo estabelecidos através de uma ampla pesquisa documental. Por fim, Gabriel Zacarias propõe uma reflexão sobre a teoria em nosso tempo, pensando sobre a “atualidade radical” do pensamento de Guy Debord.
#Autor: Zacarias, Gabriel
#Páginas: 200
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2022