Este livro se debruça na análise da trajetória de Millôr Fernandes homem da imprensa e do Rio de Janeiro, percorrendo a infância do menino Milton no subúrbio do Méier e a sua reinvenção Millôr até se estabelecer um ipanemense. Ele trabalhou em diferentes veículos de desde a grande imprensa à alternativa, mas foram as suas criações no jornal O Pasquim que mais destacamos neste estudo, além da revista O Cruzeiro, Pif-Paf e a revista Veja. Como jornalista produziu crônicas entremeadas pelo discurso político, pela crítica social e pela verve humorística, tornando-se seu principal instrumento de engajamento pela defesa da liberdade de expressão. Esses foram os elementos primordiais constitutivos de sua identidade, de sua marca autoral, de sua visão de mundo, enfim, de seu estilo. Podemos dizer que a exploração, a recriação e a invenção das formas, dos usos e dos sentidos das palavras, muitas vezes para Millôr, tornaram-se uma maneira de contestar os conceitos estabelecidos e de enfrentar os mecanismos de censura impostos ao seu trabalho profissional da imprensa em diferentes períodos da História brasileira, quer seja autoritário ou democrático. Ressaltamos ainda que as suas crônicas, especialmente no jornal alternativo O Pasquim no final da década de e início dos anos , construíram uma representação da cidade do Rio de Janeiro, da Zona sul carioca, mais especificamente de Ipanema, metáfora de Brasil, marcadas pela “cultura do carioquismo”. Seja for, as crônicas de Millôr se intrometeram nas questões cotidianas, no da cidade e de seus personagens, nas relações políticas e nas práticas sociais. E estes são os principais pontos debatidos neste trabalho dedica-do ao jornalista e ipanemense Millôr Fernandes.
#Autor: Andréa Cristina de Barros Queiroz
#Páginas: 318
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025