Mesclando experiência do vivido e reflexão, e fundado em uma original entre os processos de acerto de contas com as violências do apartheid sul-africano e da ditadura civil-militar brasileira, Edson Teles analisa o importante papel da memória e do perdão nas democracias contemporâneas. Na África do Sul, reconhecer que o passado de crimes do apartheid era condenável, e passível de perdão, permitiu uma ação política de reconciliação, essencial para pensar um futuro sem violência. O Brasil, sem ética do perdão nem discurso de responsabilização sobre os crimes da ditadura, preferiu calar-se diante das injustiças, criando uma silenciosa cultura política e social de impunidade. Evidencia-se, pois, o reconhecimento público da memória da violência condição fundamental para a r do laço social.
#Autor: Edson Teles
#Páginas: 224
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2015