"Inúmeras são as entradas e saídas pelas veias (vias, vaus, vagas) abertas deste conjunto de poemas de Adriana Lisboa. Uma travessia em que se podem nomear sugere a epígrafe de Rosalba Campra) “sizígias e eclipses e marés que deixam a descoberto velhos naufrágios”. Uma odisseia às avessas, já que os grandes acontecimentos em Deriva, em contraste com os de Homero, podem ser mínimos, magros, “de carnadura digamos plebeian size”. A voz que salta é uma cicatriz no espelho embaçado da escotilha, um corte (de um continente), uma ilha, um coágulo de água, um caroço na transparência dos signos, um grão de sal e mostarda, um dissenso, um alerta, um protesto (para não dizer que não falei de gérberas em outubro de ) um mantra ao encontro do nada, um navio em chamas após uma louca jornada."Trecho do posfácio de Raquel Abi-Sâmara.
#Autor: Lisboa, Adriana
#Páginas: 80
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2019