Ao som de um “tango queer”, as sem_taura fazem dançar tudo o que não seja vida. Aqui, “a musa não é muda” e “a palavra não impera”. Livre, no pasto da poesia de Floôr, a equídea/orquídea faz ler o ilegível de um outro espaço — sem tortura, sem genocídio, sem feminicídio. É gesto que a poesia de Marília desmonta os mitos da pátria gauchesca e brasileira. E, no encontro das éguas, vem Ocyrhoe. Filha do centauro Quíron, Kosby é transformada em égua e profetiza a ; “sem_taura; sem sela; solta na cela; bajo el Cielo”. ; Nessa escrita-escuta, “a poesia o tempo ruge” pq é preciso o riso e “sobretudo escrever estar viva”. ; Marília Librandi
#Autor: Kosby, Marilia Floor
#Páginas: 128
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2025