Os textos que esse livro foram originalmente escritos e apresentados em , em um seminário organizado pelo então Laboratório Misto Internacional SAGEMM (rede atual do mesmo nome), e pela Universidade Nacional General Sarmiento, em Buenos Aires. O momento de sua produção e apresentação diz respeito aos processos que atravessavam e aproximavam os contextos argentino e brasileiro, na vigência do que se pode reconhecer contra reformismo, ainda que de tonalidades distintas. Esse momento, que parece em vias de se esfacelar pela nova conjuntura argentina, coloca mais uma vez o contexto latino-americano questão. Talvez seja possível, mapeando as temporalidades e os espaços dos reformismos e contra reformismos latino americanos, reconhecer o continente uma densidade, um desafio empírico e analítico, dimensão que ultrapassa o estatuto de uma construção narrativa que tinha centro semelhanças estruturais, o imperativo do desenvolvimento e do desenvolvimentismo (posteriormente desdobrada em neodesenvolvimentismo), para além das construções narrativas ou categoriais que marcaram as ciências sociais no século XX. Talvez a dimensão latino americana formulação e problema de pesquisa seja um tanto mais precisa do que a expressão sul global que nos envolve num emaranhado de países de outros continentes. Talvez sejamos um exemplo de situação periférica no mundo capitalista, sim, mas de periferia atravessada por heranças, truncamentos, truculências e esperanças que permitem colocar indagação nossas identidades. Afinal os processos congêneres que nos atravessam, os traços e as singularidades de cada contexto apontam para outra denominação – dessa vez resultante também dos processos de globalização e mundialização: seríamos então uma parcela do Sul Global. América latina ou Sul global? Qual das denominações que designam a situação periférica do continente nos descreve melhor?
Cibele S. Rizek
#Autor: Isabel Georges, Ania Tizziani
#Páginas: 378
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2021