Meu primeiro contato com A Divina Comédia se deu quando adolescente. Minha professora de História, Dona Giselda, disse que, se eu realmente tivesse interesse na boa literatura, deveria ler a obra-prima de Dante. Tratei logo de adquirir uma tradução em português na Livraria do Globo, no centro de Porto Alegre. A funcionária me confidenciou que poderia conseguir outras duas edições, uma em espanhol e outra em italiano. Seu pai vendia livros usados. E me presenteou com outra edição em português, de José Pedro Xavier Pinheiro, de . Dona Giselda surpreendeu-me dias depois com uma tradução para o francês, da Les Meilleurs Auteurs Classiques, editada pela E. Flammarion, de Paris. Tempos depois, adquiri uma edição de , da Librairie de L. Hachette, com notas introdutórias de Pier Angelo Fiorentino. A dimensão universal deste longo e impressionante poema, escrito por Dante em terza rima, eu só passei a entender depois de ler os de Borges, numa edição em espanhol, da Oceano. Desde então, coleciono edições e também ilustrações da obra. A Divina Comédia atende a todos os gostos – até no tamanho. Numa livraria em Praga, encontrei uma edição em italiano, de , da Ulrico Hoepli, de Milão, com de Raffaello Fornaciari, que cabe na palma de minha mão. Há belíssimas edições, a recentemente editada pela Unicamp, com as ilustrações de Botticelli. Neste livro, fiz uso da terza rima, Dante, na esperança de motivar o leitor a mergulhar no texto original. O prazer de escrever sobre A Divina Comédia só foi superado pela oportunidade de conviver mais de perto com Zoravia Bettiol, que elaborou as ilustrações. É difícil descrever quanto aprendi com esta grande artista brasileira. Zoravia exerceu sobre mim um efeito transformador.
#Autor: Gilberto Schwartsmann, Zoravia Bettiol
#Páginas: 151
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2021