"Dobradiça" reúne 29 crônicas escritas por Julie Fank entre e . Os textos refletem sobre o gesto da escrita e o cotidiano de quem decidiu se aventurar em torná-la um meio e uma força de vida. Mesmo quando parece ser deixado em segundo plano, o escrever se coloca em risco, sempre jogando com o perigo: na imagem do corpo da escritora e em suas dores, no vazio da palavra diante da barbárie, na montagem e na (re dos próprios textos em uma dança com os escritos do outro. Com a maior parte da produção datando do período da pandemia de Covid-19, este livro-almanaque também aponta para uma história da coletividade e da intimidade, que se abriu espaço para a transformação de afetos e porvires. A literatura, aqui, não sai ilesa.
“Saber o que se avizinha nesse ser de onde se está. Sobre experiências e um não parar nos adjetivos. Ir por aí. Venha por aqui fotografar saudades, sair do labirinto, fazer com que aconteça o espetáculo das plantas que não morrem porque aprenderam as coisas bonitas. Carroça à frente e bois, se morde e se trança. A foto revelada mostra a flor que pergunta. Dobradiça é haver quem esteja contando, é cadeia em luz em sombra em desatino, é crônica de viajar sozinho junto com olhos que respiram, é o corpo plástico de bruços sustentando espanto e franco momento de dar nome (anjo que diz), portanto: a isso se dá o nome de literatura.” (Luci Collin)
#Autor: Julie Fank, Bárbara Tanaka, Bárbara Tanaka, Guilherme Conde Moura Pereira, Luci Collin, Bárbara Tanaka (Projeto gráfico), Guilherme Conde Moura P
#Páginas: 168
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2023