Domando águas procura iluminar aspectos fundamentais da história da capital paulistana, entre e , buscando ultrapassar as luzes feéricas e as tabuletas brilhantes que a cidade apresentava em seu processo de intenso crescimento populacional e concentração de riqueza – sua e contraditória relação com as águas, que a conectavam com os interiores do continente, que serviam sua crescente população, que inundavam suas casas e negócios, que brotavam de seus animados chafarizes, encontros de amores furtivos e de classes perigosas.
Domar as águas, disciplinar e canalizar os rios, construir sistemas de coleta de esgotos e saneamento, as enchentes foram modos privilegiados de configurar e civilizar a cidade, mas também de segregar seus habitantes a partir dos novos espaços roubados aos rios, de constituir hierarquias sociais a partir do acesso desigual aos serviços, de estabelecer novas categorias para a limpeza, a civilização, a ordem e a transgressão. Desse modo, o trabalho de Fábio Alexandre dos Santos opera nessa fecunda interface entre a história econômica e a história social, que permite articular os grandes contextos com as configurações específicas tão caras ao trabalho do historiador.
#Autor: Fábio Alexandre dos Santos, Wilma Peres Costa
#Páginas: 328
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2011