Étienne de La Boétie, já em , em sua célebre obra "Discurso sobre a servidão voluntária", incursiona pelo que mais tarde ficará conhecido psicologia de massas, e informa da irracionalidade da servidão, indicada uma espécie de vício, de doença coletiva, pois o poder que um tirano ou uma oligarquia exercem sobre o indivíduo isolado ou sobre a coletividade é ilegítimo.
Ainda hoje, 450 anos depois de La Boétie, o tema da servidão guarda sua importância, já que a alienação é demasiado doce um refrigerante) e a liberdade demasiado amarga, criando-se a ilusória impressão de que a servidão é, de fato, voluntária.
Afinal, não sendo voluntária a servidão, que força (ou sortilégio?) é capaz de convencer bilhões de indivíduos excluídos, vilipendiados e tornados invisíveis, de que o Mal é o Bem e o diabo é o Deus, a ponto de fazê-los saírem às ruas hordas enfurecidas de “zumbis”, porretes nos punhos e sangue nos olhos, para defenderem golpes de estado reacionários, belamente vendidos “revoluções coloridas”, organizadas pelas burguesias nacionais associadas às potências imperialistas? O que leva milhões de trabalhadores, empregados e desempregados, no mundo inteiro, a aceitarem benigno o neoliberalismo econômico capitalista que retira os direitos, desprotege e oprime? Que fenômeno é este, entendê-lo e superá-lo?
Nestes tempos de embotamento das consciências e desesperança, É a ideologia, estúpido! surge uma lamparina luminosa em meio às trevas, a revelar o que se oculta por trás da aparente naturalidade de ideias, narrativas e jargões que, de tão repetidas e disseminadas subliminarmente no cotidiano das populações, se cristalizaram na mente de bilhões de trabalhadores e párias da sociedade capitalista. E foi, justamente, para a desesperança dos que desistiram da luta e a estupidez de quem aceita ser repasto da besta capitalista que Mateus escreveu esta obra. (Nicodemos Sena)
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A presente obra de Mateus Mendes é uma contribuição formidável à análise crítica das disputas ideológicas que moldam a nossa realidade atual, contextualizando os fenômenos traumáticos que marcaram a nossa última década, explicando a ascensão do bolsonarismo e fornecendo substrato para a reflexão. É também um incentivo instigante para a organização da ação política, ao deixar claro que o primeiro passo para que a esquerda possa tentar vencer a guerra ideológica é a lutar. (Estevam Silva)
#Autor: Mateus Mendes
#Páginas: 152
#Encadernação: Brochura
#Ano: 2024