Um dos relatos literários mais impactantes sobre a luta armada, a repressão e a tortura durante o regime militar no Brasil, escrito no calor da hora Em câmara lenta nasceu, no início dos anos , em uma cela no presídio Tiradentes, onde seu autor, o paraense Renato Tapajós, cumpria pena pelo envolvimento em ações de resistência à ditadura militar. Dobrado em pequenos retângulos, o romance saiu clandestinamente da cadeia. Lançado em , foi apreendido e resultou numa recondução do escritor à prisão. Depois de uma segunda edição de , só agora volta a ser publicado. O romance se desenrola num brilhante fluxo de memória: o presente é de desencanto e autocrítica, e as lembranças voltam para as atividades clandestinas do grupo semidesmantelado ao qual pertence o narrador. Há outros tempos, contudo, nesse prisma literário: a recepção das notícias do golpe militar de numa cidade do interior, os conflitos violentos entre estudantes de esquerda e de direita na rua Maria Antônia, relatos da guerrilha do Araguaia e cenas de uma fuga da prisão. O volume traz posfácio de Jayme Costa Pinto, uma entrevista com o autor, um parecer do crítico Antonio Candido utilizado nos trâmites do processo e um risível relatório do Exército, que tenta simular uma crítica literária para chegar à conclusão de que o livro é subversivo.
#Autor: Tapajós, Renato; (Textos de) Candido, Antonio; Pinto, Jayme da Costa
#Páginas: 192
#Encadernação: Capa Dura
#Ano: 2022